IA generativa nos negócios: o que muda de verdade e como as empresas podem gerar valor

A inteligência artificial generativa deixou de ser apenas um tema experimental e passou a ocupar o centro das discussões estratégicas nas empresas. O que antes parecia distante ou restrito a times de tecnologia agora impacta diretamente áreas como RH, marketing, operações, jurídico e liderança executiva.

Segundo análises recentes da Gartner, a IA generativa está avançando rapidamente do entusiasmo inicial para uma fase de uso mais maduro, prático e orientado a valor. Diante desse cenário, portanto, a questão já não é se as empresas devem considerar essa tecnologia, mas sim como utilizá-la de forma responsável, estratégica e sustentável.

O que é IA generativa e por que ela importa para os negócios

IA generativa é um tipo de inteligência artificial capaz de criar novos conteúdos, como textos, imagens, códigos, vídeos ou análises, a partir de grandes volumes de dados. Diferente de sistemas tradicionais, ela não apenas responde a comandos; além disso, produz saídas originais com base em padrões aprendidos.

Nos negócios, isso significa acelerar atividades, ampliar capacidades humanas e repensar processos inteiros. No entanto, ao mesmo tempo em que o potencial é grande, os riscos também crescem quando a adoção acontece sem critério.

Da empolgação à maturidade: onde as empresas estão agora

Após um período marcado por expectativas elevadas, a IA generativa começa a entrar em uma fase mais pragmática. De acordo com a Gartner, até 2026, portanto, a maioria das organizações já terá testado ou implementado algum caso de uso de GenAI em produção.

Esse movimento indica uma mudança importante: as empresas estão saindo do discurso e começando a integrar a tecnologia ao dia a dia. Ainda assim, nem todas as iniciativas geram valor real. Por isso, a maturidade em IA generativa não está ligada à velocidade de adoção, mas à clareza sobre por que, onde e para quê a tecnologia está sendo usada.

Onde a IA generativa gera valor real

A Gartner organiza o valor da IA generativa em três grandes horizontes, que ajudam líderes a tomar decisões mais conscientes:

1. Ganhos rápidos de produtividade

Casos de uso que melhoram eficiência em curto prazo, como:

  • apoio à redação e revisão de textos
  • resumo de documentos
  • automação de respostas e análises iniciais

Em geral, esses usos tendem a gerar retorno rápido, mas ainda assim limitado.

2. Diferenciação competitiva

Aqui, a IA passa a apoiar decisões mais estratégicas, melhorar experiências e ampliar capacidades internas. O retorno costuma aparecer no médio prazo.

3. Transformação do modelo de negócio

São iniciativas mais profundas, com impacto estrutural e retorno de longo prazo. Também são as mais complexas e arriscadas.

Muitas empresas pulam direto para iniciativas complexas sem consolidar os ganhos básicos. Isso aumenta custos, frustração e risco de abandono da tecnologia.

Os principais riscos da IA generativa nas organizações

Apesar do potencial, a Gartner alerta para desafios importantes que não podem ser ignorados:

  • respostas imprecisas ou inconsistentes
  • vieses nos dados e nos resultados
  • riscos à privacidade e à propriedade intelectual
  • falta de transparência nos modelos
  • impactos indiretos em cultura, confiança e sustentabilidade

Diante desses pontos, fica claro que a IA generativa não é apenas uma decisão tecnológica, mas organizacional.

Empresas que tratam GenAI apenas como ferramenta ignoram seu impacto em cultura, papéis, responsabilidades e governança.

IA generativa e pessoas: o papel do RH e da liderança

Um dos maiores equívocos sobre IA generativa é enxergá-la como substituta do trabalho humano. Na prática, os melhores resultados surgem quando a tecnologia expande capacidades, em vez de eliminar papéis.

Isso exige:

  • clareza sobre limites de uso
  • capacitação das lideranças
  • políticas éticas bem definidas
  • alinhamento entre estratégia, pessoas e tecnologia

GenAI amplia o valor do talento quando existe método, contexto e direção. Sem isso, ela apenas acelera problemas já existentes.

Governança e responsabilidade desde o início

À medida que a adoção cresce, cresce também a necessidade de governança. Definir regras, critérios e responsabilidades desde o início não é burocracia — é proteção estratégica.

Empresas mais maduras em GenAI:

  • definem políticas claras de uso
  • monitoram riscos e impactos
  • revisam constantemente os casos de uso
  • alinham tecnologia a valores organizacionais

Esse cuidado tende a diferenciar organizações sustentáveis das que apenas seguem tendências.

O que muda, de fato, com a IA generativa nos negócios

A IA generativa não transforma empresas sozinha. O que muda de verdade é a forma como decisões são tomadas, processos são desenhados e pessoas são apoiadas.

Em resumo, alguns pontos ficam claros:

  • tecnologia sem estratégia gera ruído
  • velocidade sem direção gera retrabalho
  • automação sem critério gera risco

Nesse sentido, o diferencial não está na ferramenta, mas na capacidade de integrá-la à estratégia de negócios e à gestão de pessoas.

GenAI é sobre escolhas, não apenas inovação

A IA generativa já é parte do presente. No entanto, seu impacto positivo depende de escolhas conscientes, planejamento e maturidade organizacional.

Empresas que conseguirem alinhar GenAI a objetivos claros, governança responsável e desenvolvimento de pessoas estarão melhor posicionadas para gerar valor real — hoje e no futuro.

Como a Perfix enxerga esse cenário
Na Perfix, entendemos que tecnologias emergentes só fazem sentido quando conectadas à estratégia, à cultura e às pessoas. Nesse contexto, a IA generativa é uma oportunidade poderosa, mas exige leitura de cenário, método e decisões bem estruturadas.

Se sua empresa quer explorar a IA generativa com responsabilidade e foco em valor, vale começar pela estratégia.

FAQ — Perguntas frequentes sobre IA generativa nos negócios

O que é IA generativa aplicada aos negócios?
É o uso de modelos de IA capazes de criar conteúdos e análises para apoiar decisões, processos e inovação nas empresas.

IA generativa substitui pessoas?
Não. Ela amplia capacidades humanas quando usada de forma estratégica.

Quais áreas mais se beneficiam da GenAI?
RH, marketing, atendimento, jurídico, operações e liderança estratégica.

Quais os principais riscos da IA generativa?
Viés, imprecisão, segurança da informação e falta de governança.

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